Nascido em Coimbra, em 1990, Filipe Maia foi exposto desde cedo a várias influências
musicais. O pai, cantor nas horas livres, gravava-lhe cassetes com fados de Coimbra e fado
vadio de Lisboa, incentivando-o a descobrir a cultura musical portuguesa. O irmão, também
músico, atuou em bandas de géneros variados na região de Coimbra. Ouvir, ver e
reproduzir música tornou-se rapidamente uma rotina indispensável.
Por influência de um tio emigrado nos Estados Unidos, Filipe começou a descobrir uma
corrente musical diferente: o rock e a música eletrónica que marcaram o início dos anos 2000.
Esses sons chegavam-lhe em CD, enviados pelo tio como forma de manter a ligação
familiar. Ainda antes de formar a sua primeira banda, Filipe visitou várias vezes o estado de
Nova Iorque, onde assistiu a concertos de grande escala — experiências que deixaram
marca profunda.
Durante a adolescência, participou em pequenas apresentações nas festas da escola e
cantava frequentemente para os amigos no recreio. Aos 18 anos juntou-se a músicos da
zona de Coimbra para o seu primeiro projeto de covers de rock, percorrendo o circuito dos
bares locais. Foi aí que percebeu que o palco era o seu lugar natural.
Aos 20 anos começou a gravar em estúdio com uma banda recomendada pelo irmão. A
colaboração levou-o a envolver-se nos arranjos e nas letras das canções, e assim nasceu
uma nova paixão: a escrita.
Dois anos depois, sentiu necessidade de aprofundar o estudo da voz, tanto por questões
técnicas como de preservação vocal. Ingressou no curso de Canto Clássico do
Conservatório de Música de Coimbra, que concluiu com distinção.
Entre vários projetos que animaram os bares da zona centro e atuações de abertura para
artistas de dimensão nacional, Filipe manteve sempre a paixão pela música, procurando
constantemente evoluir e aperfeiçoar-se em palco.
Em 2024, por convite da Câmara Municipal de Góis, apresentou-se pela primeira vez em
nome próprio, no âmbito das festas do município. O concerto — centrado em temas dos
artistas que mais o influenciaram — foi recebido com enorme entusiasmo e tornou-se o
verdadeiro ponto de partida da sua carreira a solo.
O ano de 2025 revelou-se de intensa atividade, entre ensaios, estúdio e atuações regulares.
Nesse período, Filipe foi convidado para o podcast Canta-me uma História, de David
Antunes, passando rapidamente a ser um dos convidados habituais do programa. Participou
ainda em grandes eventos, como a Feira Popular de Coimbra e a Feira dos Frutos, em
Caldas da Rainha, onde partilhou palco com artistas nacionais como Xutos & Pontapés,
João Pedro Pais, Diogo Piçarra, David Antunes e Emanuel Moura.
No inverno de 2025 prepara o seu primeiro single a solo, “Ponto de Partida”, que estará
brevemente disponível em todas as plataformas digitais. O tema integra o álbum de estreia,
com lançamento previsto para o final de 2026 e previsão do lançamento de temas soltos no
decorrer do ano.